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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Sweet Memories

Percorrendo as memórias mais antigas que ainda existem na minha mente, encontro aquelas de quando era criança. Poucas, mas consigo falar algo a respeito. Lembro que eu era uma daquelas crianças que não via mal em nada, que trocava uma cara fechada por um sorriso enorme no rosto. Depois, memórias daquela pré-adolescência estranha e desconfortável, onde é difícil escolher entre o sorriso bobo de criança e o entrar na amargura da trágica realidade adolescente. Logo em seguida, aquelas memórias mais recentes, onde já não se vê mais aquele sorriso. Era apenas um jovem que havia esquecido as razões para sorrir. A não ser, naqueles poucos momentos, onde todo início trágico, se tornava um final feliz. Confesso, que momentos recentes, mas que por algumas razões não duraram tanto quanto desejado.
Mas, e que raios de momentos são esses? O que podia fazer um jovem sorrir depois de tantos anos? O que fez o jovem relembrar de como era boa a sensação de sorrir novamente?
Óbvio. Só poderia ser algo (ou alguém) muito especial. Pois bem, é realmente alguém muito especial. Sabe aquela pessoa que cruza teu caminho, e você tem a impressão que é para te ensinar algo? Mas que acaba depois de um tempo, como tudo nesse mundo? Não, nem tudo acaba. Algumas coisas, querendo ou não, permanecem. Por mais que reine o famoso clichê de "nada é para sempre", há coisas que vêm e ficam. Amor, saudade, carinhoso, memórias. Coisas que são só tuas. Arrisco que, as únicas que ninguém pode tirar de ti.

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